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6 tecnologias das cidades inteligentes e os melhores exemplos mundiais
PorRTM

O futuro é urbano e inteligente. Até 2050, de acordo com dados das Nações Unidas, teremos quase 10 bilhões de habitantes no mundo, 66% deles vivendo nas cidades. Se a urbanização é um processo em aberto, questões como segurança, mobilidade, sustentabilidade, moradia e conectividade tornam-se também questões permanentemente abertas. E nas cidades inteligentes, a busca das melhores respostas se dá com base na capacidade de monitorar, mensurar, utilizar, gerar insights e gerenciar dados valiosos sobre a vida urbana. 

Tecnologias com potencial para encontrar soluções inovadoras para as cidades não faltam. São recursos por trás de coisas como sistemas de gestão de congestionamento, de iluminação de vias públicas, serviços para reparos urbanos, suprimento de água, transporte público, qualidade do ar, clima, segurança pública e por aí vai.

E as iniciativas prometem não apenas transformar a paisagem urbana para melhor, mas criar qualidade de vida, o que significa sustentabilidade e desenvolvimento econômico, social e ambiental. Segundo relatório da McKinsey o uso de tecnologias pode melhorar a qualidade de vida em uma ordem de 10% a 30%. Números esses que se traduzem, segundo o levantamento, em vidas salvas, menores taxas de criminalidade, baixo nível de emissões de carbono e em saúde e felicidade.

Investimento tampouco falta. A estimativa é de US$ 124 bilhões aplicados em soluções para criar cidades inteligentes, segundo o Worldwide Smart Cities Spending Guide, da IDC.

Mas de que tecnologias estamos falando? E que cidades são essas?

6 tecnologias das cidades inteligentes 

Cidades inteligentes são fundadas sobre ecossistemas formados por múltiplas tecnologias, que trabalharam em conjunto, de maneira não intrusiva e em prol das necessidades dos cidadãos e das cidades. 

Veja a seguir algumas das tecnologias e inovações que estão na base das cidades inteligentes.

  • Conexão 5G

Tecnologias que criem ampla conectividade são fundadoras das cidades inteligentes, são sua infraestrutura

No ápice dessa realização está o 5G, que vai permitir conectividade aliada a transmissão de dados em alta velocidade e latência baixa, condições ideais para qualquer iniciativa no nível de uma cidade.

  • Internet das coisas e sensores

Em cidades inteligentes, as coisas precisam se comunicar continuamente. Por isso, sensores são uma parte essencial. E estamos falando de milhões de dispositivos captando e transmitindo informação. Eles é que estabelecem a visibilidade necessária para criar informações que fazem os sistemas inteligentes da cidade trabalharem em tempo real.

  • Cloud e edge computing

Informação é palavra-chave de cidades inteligentes. E, com sensores e alta conectividade, a informação será vasta e num volume imenso, que pode facilmente se tornar ruído, exigindo uma infraestrutura robusta para storage seguro e processamento em escala

Aqui, combinações entre cloud e edge computing serão fundamentais para filtrar o que tem relevância do que não tem e encurtar o caminho entre processamento e análise.

Entenda como uma estratégia cloud-first pode ser útil para sua empresa.

  • Analytics

Sistemas de energia, transporte e tráfego eficientes são inteiramente baseados em poder de monitoramento, coleta de dados e análises estatísticas e algorítmicas rápidas, para que seu consumo seja imediato, tanto em análises preditivas quanto diagnósticas.

  • Inteligência artificial e robótica

O que acontece após a análise? Capacidade de automatizar a tomada de decisão e de gerar ações, por meio de inteligência artificial e, logo, de machine e deep learning, que serão fundamentais para dar agilidade e ampliar a capacidade de resposta das cidades. 

  • Blockchain

Segurança de dados e privacidade serão fundamentais para a segurança de dispositivos IoT e sensores, bem como para o tratamento de dados dos cidadãos e da vida urbana, rodeados de riscos e problemas ligados a seu armazenamento

E então, o blockchain – com seu alto nível de segurança no compartilhamento de informação – garante a transparência e a confiança necessárias entre todas as partes envolvidas.

Exemplos de cidades inteligentes pelo mundo 

De cidades já existentes até a cidades planejadas do zero, a inteligência tem se materializado de diversas formas pelo mundo, seja em soluções pontuais – como iluminação inteligente de vias públicas e tráfego inteligente -, seja em soluções globais, em cada elemento passa a ser repensado. 

Confira alguns exemplos de cidades inteligentes:

  • Distrito 22@

Em Barcelona, desde a década dos 2000, 200 hectares formam o Distrito 22@. Historicamente industrial, o bairro foi totalmente transformado pelo conceito de cidade inteligente, tornando-se um super laboratório de inovação.

Integrado à cidade, não delimitado, o bairro conta com áreas de conhecimento como universidades e startups ligadas a áreas verdes e residenciais, assim como ao patrimônio histórico local.

Tudo é planejado dentro de padrões exigentes de sustentabilidade e eficiência, além de arquitetura contemporânea. People first, a cidade também privilegia o trânsito de pedestres, tanto a pé quanto em modais sustentáveis, e o lazer e conforto ao ar livre.

  • Songdo, a aerotrópole

Na Coreia do Sul, Songdo é uma aerotrópole, ou seja, uma cidade planejada em torno de um aeroporto. Não por acaso seu slogan é A três horas e meia de um terço da população mundial

Considerada a primeira cidade inteligente do mundo, o plano de mobilidade local considera várias opções de modais e, com sensores subterrâneos que monitoram as condições de tráfego, os semáforos são inteligentes. 

Um lago e um canal abastecidos com água do mar mantêm a umidade sem sacrificar a água potável e também são usados como via de transporte para táxis aquáticos.

  • Quayside, a cidade do Google

Em Toronto, em uma zona industrial abandonada, deve surgir até 2022 a cidade inteligente Quayside, do Sidewalk Labs, empresa de inovação urbana da Alphabet. 

O lema da cidade é o 15-minute neighbourhoods, ou seja, um plano de mobilidade que permite aos moradores fazerem tudo que precisam com deslocamentos de até 15 minutos. Para isso, em torno de um centro, haverá cinco núcleos conectados por um trem leve, com o qual conviverão veículos autônomos e pavimentos inteligentes para bicicletas e pedestres circularem livremente, em uma perfeita realização do conceito people-first.

Aliás, todo o projeto visa levar os moradores para a rua, para áreas verdes e espaços abertos. O clima está ruim? Sem problemas: Quayside contará com manejo de iluminação e clima, que evitará tanto a formação de gelo quanto de vento, mesmo no inverno rigoroso de Toronto.

Para as moradias, as regras de construção serão rapidez, sustentabilidade e baixo custo aliadas a conforto e flexibilidade, com itens como aproveitamento de energia solar e sistemas para separação e reciclagem de lixo, assim como uso de massa de madeira, gesso shikkui e conceito modular, adaptáveis às necessidades dos moradores.

Cidades inteligentes: união entre vários players

As cidades são um grande campo aberto de aplicação para tecnologias e para a geração de inteligência. E já provamos que somos capazes de construí-las. 

No entanto, é ingenuidade pensar que a tecnologia seja o único impulso relevante para as cidades inteligentes. Segurança de dados, privacidade e gentrificação, para ficar apenas nos exemplos mais imediatos, são as principais preocupações que surgem com tais iniciativas. 

Por isso, como uma espécie de sistema de pesos e contrapesos, tais ações precisam contar com ampla participação de suas comunidades, buscando a inclusão de todos os segmentos, a coesão social, a governança de dados, a criação de standards de boas práticas e regulações. 

Acima de tudo, os projetos devem ter a habilidade de se sustentar ao longo do tempo e, mais do que isso, de se desdobrarem em outras ações.

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