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Robotização no setor financeiro: sua instituição já colocou a RPA como prioridade para os próximos anos?
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Mão de um robô e de uma pessoa quase se encostam representando o uso de RPA no setor financeiro.

Certos processos de backoffice de serviços financeiros são repetitivos e volumosos. Assim, alguns deles podem ser desempenhados por sistemas específicos, ou seja, softwares da automação como a Robotic Process Automation (RPA), que inspira a robotização no setor financeiro. 

A RPA é nosso eu-robô em forma de software desenhado para realizar atividades simples, com muito mais precisão, rapidez e energia do que humanos, seres que preferem exercitar, mais do que burocracia, suas habilidades únicas: como inteligência emocional, relacionamento, raciocínio e capacidade de juízo.

Promissoras, as aplicações da tecnologia viraram prioridade na robotização do setor financeiro: de acordo com o relatório do Gartner Top Priorities for Finance Leaders in 2021, 66% dos executivos pretendem dedicar mais tempo para alavancar projetos com RPA. Apesar disso, 62% acreditam que terão dificuldade de realizar esse objetivo em 2021. 

Neste post, você verá por que a maioria dos executivos está mirando na automação e que dificuldades eles esperam encontrar neste caminho. 

O “boom” da robotização no setor financeiro 

Segundo o relatório Robotic Process Automation: Hear From a Peer, do Gartner, quase 90% das operações gerais com contas em organizações financeiras envolvem processos altamente automatizáveis.

Embora as ferramentas de RPA sejam programadas para seguir regras e lidar com dados estruturados, elas são capazes de usar interfaces e integrar o uso de sistemas como humanos, para realizar tarefas simples. Dentre as principais possibilidades para a robotização no setor financeiro estão:

  • Robô Trader;
  • Extração inteligente de dados (por exemplo, de documentos eletrônicos ou de transações);
  • Transferência de dados entre sistemas; 
  • Verificação de informações de várias plataformas para identificar discrepâncias;
  • Comparação de informações;
  • Fechamento de contas;
  • Bloqueio de cartão e outras operações ligadas à perda e roubo de cartões 
  • Revisão de relatórios. 

Vantagens da RPA para o setor financeiro

De acordo com Leslie Willcocks, em entrevista para a McKinsey, o ROI é o maior benefício da RPA. Ele varia de 30% a 200% no primeiro ano. De fato, a redução de custos acaba compensando rapidamente o investimento na tecnologia de robotização que, de acordo com o professor da London School, é baixo. Normalmente, sequer é necessário acionar a TI, que costuma estar dedicada a projetos maiores, para construí-la e implementá-la.

Vantagens como agilidade e menor esforço da equipe se somam a outros benefícios. Vejamos os principais:

  • Maior controle: questões como segurança da informação e privacidade são mais facilmente endereçadas em sistemas, por meio de controles de acesso e mecanismos de compliance. 
  • Escalabilidade: os softwares da RPA garantem escala rápida da operação sem perda de eficiência. Outro profissional não precisará ser treinado, por exemplo.
  • Qualidade: como a RPA é programada de acordo com regras pré-definidas, o nível de qualidade se mantém o mesmo sempre.
  • Qualificação profissional: os colaboradores ficam disponíveis para atender questões mais complexas, dando mais qualidade à força de trabalho.
  • RPA é o ponto de partida para mais automação: por sua simplicidade e baixo custo, normalmente a RPA está no início da jornada da automatização de processos das organizações e leva a novos passos, como inteligência artificial e automação inteligente.

Desafios da RPA no setor financeiro 

Apesar de proporcionar vantagens a um custo e esforço de desenvolvimento relativamente baixos, a adesão de instituições do setor financeiro à RPA esbarra em dificuldades, como:

  • Persuadir a organização a adotar a automação: a tomada de decisão pode ser demorada e burocrática.
  • Requisitos: certos processos podem ser mais difíceis do que parecem, contendo exceções para as quais a RPA não se aplica.
  • Para obter todos os benefícios da automação, é preciso ir além da RPA e focar em tecnologias adicionais, como chatbots e outras aplicações de inteligência artificial, como machine learning. No limite, não ter uma estratégia digital que perpasse a organização, fazendo todos os projetos se conectarem, pode diminuir o valor gerado pela tecnologia.
  • Certas soluções precisam ser customizadas: embora existam diferentes ofertas, desenhadas para diferentes aplicações, há certo nível de customização que precisa ser considerado ao adotar a tecnologia.
  • Sustentação: alguns softwares RPA podem precisar de mais manutenção do que o esperado.

Em suma, a robotização no setor financeiro traz inúmeros benefícios, mas ainda que ela venha para facilitar, é preciso que as instituições estejam cientes de seus objetivos e infraestrutura para usufruir ao máximo de um novo recurso. 

RPA no setor financeiro: só o começo

Além de vários benefícios, a RPA é a porta de entrada do universo da automação inteligente. Por isso, desenvolvê-la dentro de uma estratégia completa de transformação digital é garantir resultados abrangentes, não isolados.

Também vimos que a robotização por meio da RPA não é tão difícil de ser desenvolvida e nem sempre precisa envolver a TI. Estimular as áreas de negócios – não apenas a TI –  a puxar tais iniciativas pode gerar um ambiente de mútua colaboração entre as lideranças, tornando os projetos mais conectados.

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