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Pentest: saiba como funciona o teste de intrusão
PorRTM
Como funciona o Pentest? Conheça os tipos e saiba como fazer

Se é consenso em segurança cibernética de que há mais ataques, reina também a certeza de que há mais pontos pelos quais esses ataques podem entrar. Os ambientes de TI estão constantemente mudando, e pequenos erros podem facilmente dar acesso a novos vetores. Isso tem aumentado a importância de conceitos como o de pentest, também conhecido como teste de intrusão ou teste de penetração.

Essa popularidade dos pentests se vê dimensionada no 2022 Pentesting Survey Report, em que 94% dos respondentes afirmaram que a prática é importante ao menos de alguma maneira para a sua segurança.

De acordo com o mesmo estudo, as empresas que introduzem os testes de penetração entre suas práticas tendem a mantê-lo, repetindo-o de uma a duas vezes por ano.

O pentest tem se tornado uma ferramenta essencial para organizações que buscam a proatividade na identificação de suas fraquezas em segurança. Ele as ajuda a responder o quão seguras estão, revelando ameaças e até onde vai a sua exposição a riscos. O resultado é o reconhecimento sobre vetores de ataque e uma lista de tarefas para remediá-los.

Neste artigo, vamos aprofundar mais nesse conceito, elencando tipos de pentests, como funcionam e como fazê-los.

O que é um pentest?

O teste de penetração é uma avaliação da segurança da infraestrutura de TI por meio do estresse e de tentativas sistemáticas de explorar suas possíveis vulnerabilidades. Uma vez que as vulnerabilidades de um sistema são exploradas com sucesso, os testes continuam a explorar recursos internos, a fim de descobrir como podem comprometê-los ainda mais profundamente. 

Testers, portanto, agem como se fossem hackers. A grande diferença é que os testers são hackers éticos, isto é, que não visam comprometer realmente aquela infraestrutura. 

O objetivo geral de um pentest é validar a eficácia dos mecanismos de defesa de uma organização, assim como a adesão dos usuários daquela infraestrutura às políticas e práticas de segurança. Com suas informações, os líderes podem identificar e priorizar ações em segurança.

Há várias razões pelas quais uma organização pode fazer pentests, entre as principais:

Quais são os tipos de pentest?

Há três tipos principais de pentests, de acordo com o nível de informação disponibilizada aos testers. Veja cada um deles:

White box

Nesse caso, todas as informações sobre a rede e ambiente de testes, tal como credenciais e mapas, são compartilhadas com os testers. Essa modalidade é ideal para simular ataques cibernéticos a alvos específicos, com o máximo de vetores possíveis.

Grey box

A gray box é o cenário intermediário. Algumas informações são compartilhadas com os testers, como credenciais de login. Nesse caso, a modalidade é ideal para compreender o nível de acesso que um possível cracker obteria, uma vez dentro do perímetro da rede da empresa. 

Black box

No black box, temos o cenário oposto ao white box: nenhuma informação é compartilhada com os testers. Nesse caso, o pentester tem o mesmo privilégio inicial de um cracker, sendo o mais próximo da realidade. Esse tipo de teste, no entanto, pode ser mais demorado.

Como funciona o teste de intrusão?

Normalmente, as organizações contratam empresas especializadas para rodar seus pentests, uma vez que eles são requeridos para verificações ligadas a compliance ou até para a condução de testes complexos. Com isso, elas também buscam ganhar uma visão externa e mais objetiva sobre o estado de sua segurança.

Mas é cada vez mais comum que as empresas aliem serviços externos ao trabalho de times internos e ferramentas de testes automatizadas. O número de empresas que têm profissionais dedicados a pentests também vem aumentando, de acordo com o Pentesting Report. Os times costumam iniciar pequenos, com um ou dois colaboradores.

Os pentests podem ser conduzidos manualmente ou automatizados. Por via de regra, são conduzidos com várias combinações de ferramentas que atendem diferentes necessidades, desde testagem de competências multivetores, automatizadores de tarefas redundantes, phishing, integrações e relatórios. Mas não há uma ferramenta que faça tudo.

Pentests podem parecer grandes e caros de executar. Mas é o contrário: são extremamente flexíveis e podem ser conduzidos de várias maneiras. A escala e o orçamento, portanto, variam muito. Por exemplo: nem sempre o pentest vai cobrir toda a infraestrutura. Seu escopo pode ser focado nos sistemas críticos. 

Normalmente o primeiro teste ajuda a organização a determinar uma lista de fraquezas em segurança prioritária, a fim de remediar as mais urgentes. Depois, ela repete os testes a fim de assegurar que as ações corretivas foram implementadas com sucesso, melhorando sua segurança como um todo. 

Como fazer um pentest?

Os pentests podem variar muito em termos de equipes, escopo e ferramentas. Os próprios testes evoluem com o tempo, com novas técnicas e abordagens. Mas eles seguem sempre os mesmos passos. Vejamos quais eles são:

1. Planejamento e preparação

Essa é a etapa de definição de objetivos, dimensionamento e plano de execução dos testes. Tipos de teste e quem vai executá-los, por exemplo, serão definidos nessa fase.

2. Descoberta

Nesta fase do pentest começa o reconhecimento do alvo. Informações sobre firewalls e outros componentes de segurança são levantadas.

3. Testes

Etapa de tentativa de estressar e de infiltrar o alvo, explorando possíveis fraquezas descobertas.4. Análise e relatório

Registro detalhado de cada etapa do processo de testes e do sucesso em infiltrações, assim como de vulnerabilidades encontradas. Também há recomendações para a correção do risco.

5. Correção

Remoção de quaisquer vestígios dos testes e correção de vulnerabilidades.

6. Repetição do teste

Nova testagem, no mesmo escopo, a fim de avaliar o sucesso das correções.

Pentests: saiba exatamente a resiliência de sua infraestrutura

Os pentests se tornaram ferramentas comuns nos programas de segurança, considerados peça-chave na avaliação da resiliência de uma infraestrutura contra vetores.

Que outras medidas de cibersegurança as instituições podem tomar? Faça o checklist: Como estão as medidas de cibersegurança de sua instituição financeira?

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