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Benefícios e desafios do Open Banking para as fintechs

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A expectativa do mercado financeiro pela implementação do Open Banking no Brasil é grande. Especialmente para as fintechs, que terão o ambiente favorável para lançar novas soluções e ganhar espaço frente à concorrência tradicional.

O novo sistema regulatório do Banco Central prevê o compartilhamento de dados cadastrais para abrir contas em banco, como dados transacionais e históricos de serviços, sempre considerando o cliente como o controlador de seus próprios dados. Dessa forma, o Open Banking deve trazer um aumento de produtos e serviços financeiros que colocam a experiência do usuário em primeiro lugar.

O estudo mensal Inside Fintech Report, desenvolvido pelo Distrito Dataminer – área de inteligência de mercado do Distrito –, analisa a evolução das fintechs no Brasil e no mundo e prevê o aquecimento desse mercado após a implementação da nova regulação. Segundo o relatório, o Reino Unido, primeiro país a adotar um sistema de Open Banking no mundo, viu um boom de nascimentos de novas fintechs desde o ano da adoção da nova tecnologia, em 2018.

Enquanto as instituições financeiras tradicionais reguladas pelo BC se preparam para as demais fases do programa, as fintechs estudam o cenário para entender os benefícios e desafios do Open Banking.

Benefícios do Open Banking para as fintechs

Descentralização

Sem dúvidas, a principal vantagem do Open Banking para as fintechs é a descentralização na oferta de serviços financeiros. A introdução da nova regulação deverá tornar o setor cada vez mais aquecido, tanto em número de transações entre empresas quanto oferta de novos produtos e serviços ao mercado.

Essa tendência já é observada em alguns países europeus e asiáticos. Segundo o Distrito Dataminer, o ecossistema global de Open Banking conta com 186 startups e 82 captações de empresas, somando $1.6 bilhões investidos.

Fidelização

Com a democratização dos dados e o avanço da tecnologia, as fintechs poderão criar produtos e serviços mais personalizados para os usuários. Terão destaque aquelas iniciativas que melhor investirem em tecnologia e serviços de qualidade para fidelizar os clientes.

São inúmeras as possibilidades de soluções que tendem a mudar a relação do público com o mercado, como concessão de crédito e iniciadores de pagamento.

Principais desafios

Cultura e acesso à informação

Em outros países que já adotaram o sistema bancário aberto, como Reino Unido e Alemanha, um dos principais desafios é a adesão da própria população. Mesmo no Brasil, em que a implementação já está em andamento, apenas 16% dos brasileiros das classes C, D e E têm conhecimento sobre o que é Open Banking.

Para que esse processo seja exitoso, os usuários precisam ter confiança e entender as vantagens claras que possuem ao compartilhar suas informações com o mercado. Portanto, as fintechs precisam atuar de forma transparente e acessível aos consumidores.

Autorregulação

Parte do Open Banking será regulada pelo Banco Central, como o escopo da implementação e as disposições sobre requisitos e responsabilidades para compartilhamento. Já a outra parte será autorregulada pelos próprios participantes.

Portanto, é fundamental que as instituições financeiras colaborem na definição de padrões tecnológicos, procedimentos operacionais, estrutura de governança, etc., que sejam melhores para todo o ecossistema, principalmente para os clientes.

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