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Medidas do Banco Central para diminuir impactos do Covid-19

Veja as medidas do Bacen para conter a crise do coronavírus

A economia mundial sofreu um baque desde que o novo coronavírus começou a se espalhar pelo continente. Uma avaliação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirma que o mundo todo vai levar anos para se recuperar dos impactos dessa crise.

Para o secretário-geral da organização, Angel Gurría, choque econômico já é maior do que a crise financeira de 2008 ou a de 2001. A estimativa mais otimista prevê  um crescimento global de 1,5%, disse.

No Brasil, a situação não é diferente, mas para manter o funcionamento dos mercados financeiros e apoiar a economia brasileira, foram lançadas uma séries de medidas do Banco Central para combater os efeitos do Covid-19. Veja quais são a seguir.

Medidas do Banco Central para combate aos efeitos do Covid-19: veja o que a autoridade está fazendo para fortalecer a economia

Financiamento emergencial de folha de pagamento para pequenas e médias empresas

Por meio do Programa Emergencial de Suporte a Empregos, o Banco Central oferece crédito no valor de R$ 40 bilhões para que as empresas consigam arcar com a sua folha de pagamento.

As empresas que solicitarem o crédito terão que manter seus funcionários durante o período de contratação do crédito até o 60º dia após o recebimento da última parcela.

As empresas podem financiar o valor de até dois salários mínimos por funcionário e o recurso contratado vai direto para a conta do trabalhador. Saiba mais sobre o programa.

Redução adicional do compulsório

O Banco Central disponibilizou uma redução temporária na alíquota dos depósitos compulsórios sobre recursos a prazo. A redução foi de 25% para 17% e vai gerar maior liquidez para a economia, pois os bancos podem usar recursos que antes deixavam depositados no Banco Central.

O valor será somado aos R$50 bilhões liberados em 16 de março, decorrentes da redução anterior de 31% para 25%.

Dispensa de provisionamento para renegociação de operações de crédito

O objetivo da ação é facilitar a renegociação dos prazos de operações de crédito de empresas e famílias com capacidade financeira, além de garantir que operações de crédito regulares e adimplentes continuem sendo realizadas. Dessa forma, as empresas e famílias vão conseguir ajustar seus fluxos de caixa.

Com essa medida, as instituições financeiras estão dispensadas de aumentarem o provisionamento para operações de crédito – com essas características – que forem reestruturadas até 30 de setembro de 2020.

A estimativa do BC é que cerca de R$3,2 trilhões em créditos estejam aptos para se beneficiar dessa medida. Clique para ler a Resolução 4.782.

Redução do Adicional de Conservação de Capital Principal dos bancos

O BC reduziu a alíquota do Adicional de Conservação de Capital Principal (ACCP). A taxa foi de 2,5% para 1,25% pelo período de um ano, com reversão gradual até março de 2022. O objetivo da medida é melhorar as condições das renegociações e ajudar as instituições financeiras a manter, ou ampliar, a concessão de crédito.

Essa redução amplia a folga de capital do Serviço Financeiro Nacional em R$56 bilhões. Isso permitirá uma expansão de aproximadamente R$640 bilhões na concessão de crédito.

Revenda de títulos soberanos em dólar

O BC começou a fazer ofertas de liquidez em dólares por meio da compra com compromisso de revenda (repos) de títulos soberanos do Brasil. Os títulos são denominados em dólar (global bonds) e pertencem às instituições financeiras nacionais.

As compras dos títulos são feitas pelo BC com 10% de desconto em relação aos preços de mercado. Com essa medida, o BC pretende garantir o bom funcionamento dos mercados, com potencial de liberar R$50 bilhões. Saiba mais.

Novo Depósito a Prazo com Garantias Especiais

O Banco Central disponibilizou mais uma opção de captação de recursos para todas as instituições financeiras associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O Novo Depósito a Prazo com Garantias Especiais (NDPGE) permite às empresas captarem depósitos garantidos pelo FGC. Essa medida contribui para a continuidade da oferta de crédito para o setor real.

A cobertura do FGC que era limitada a R$20 milhões foi ampliada para R$40 milhões de reais por titular. A garantia não envolve recursos públicos, pois o FGC é uma entidade 100% privada. O potencial de ampliação de liquidez dessa medida é de R$200 bilhões.

Flexibilização nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs)

A base de cálculo da captação de recursos com LCAs foi ajustada para que as empresas possam aumentar sua liquidez. As regras foram flexibilizadas para aplicação dos recursos provenientes da captação nas atividades do agronegócio. O potencial de mais crédito para o agronegócio é de R$6,3 bilhões.

Além dessas medidas do Banco Central, outras ações estão sendo estruturadas para aumentar a solidez e proporcionar maior estabilidade para o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Veja a lista completa com todas as medidas que estão sendo adotadas pelo Banco Central.

Aproveite e conheça as soluções que vão manter sua empresa segura durante a crise.

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