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Live Open Banking: principais mudanças no setor financeiro

O processo de implementação do Open Banking no Brasil já começou. Este ‘sistema bancário aberto’ promete proporcionar mais autonomia e liberdade aos clientes, que serão os verdadeiros donos de seus dados pessoais, e aumentar a competitividade no setor, reduzindo custos de serviços. Mas, além destas, quais serão as principais mudanças causadas pelo novo sistema?

Para responder algumas dúvidas sobre a iniciativa, realizamos a live “Open Banking: principais mudanças no setor financeiro brasileiro” no nosso canal do YouTube. Os convidados da edição foram João André Pereira, Chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, Pedro Ivo de Begotti, Superintendente de Novos Negócios e Inovação no Banco ABC Brasil, Tiago Aguiar, Superintendente de Novas Plataformas na TecBan, e Marcelo Martins, Diretor Executivo da ABFintechs. Adriane Rêgo, Diretora Comercial e de Produtos da RTM, foi a moderadora do bate-papo.

Ao longo da transmissão, foram abordados assuntos como os principais benefícios para consumidores e instituições financeiras, como está sendo a adaptação tecnológica para integração do sistema e a autenticação de dados para comprovação do consentimento do cliente.

De acordo com Pereira, do Banco Central, o Open Banking está forçando uma revisão dos modelos de negócio no setor financeiro brasileiro. “Estamos colocando todos estes players muito ágeis à disposição do consumidor. É um incentivo para pensarmos sobre como melhorar a oferta de produtos e os procedimentos internos. Hoje, muito mais instituições têm heads de inovação, por exemplo”. Ele ainda complementou falando sobre a inclusão financeira que o novo sistema deve causar. “Quando a gente fala de inclusão, não estamos falando só de acesso. E, sim, de acesso com qualidade, adequado à realidade de cada um. O Open Banking permite a personalização de serviços para atender necessidades específicas da população”.

Martins, da ABFintechs, ressaltou a mudança de paradigma que a iniciativa causa na forma como nos relacionaremos com bancos. “Antes éramos clientes de uma agência de banco, agora, com o Open Banking, seremos clientes do sistema financeiro. O cliente vai poder criar o seu próprio pacote, se relacionando, ao mesmo tempo, com diferentes instituições de forma muito mais prática, conforme a sua necessidade”.

Uma grande preocupação que está sendo discutida no mercado, segundo Aguiar, da Tecban, é a questão do consentimento. “As instituições financeiras precisam ter uma tecnologia para armazenar este consentimento e controlá-lo, garantindo o escopo correto, e fornecendo a segurança necessária no compartilhamento dos dados. É uma camada que ainda precisa ser construída”.

Já Begotti, do Banco ABC Brasil, falou sobre a visão da pessoa jurídica neste movimento, principalmente quando a implementação do Open Banking estiver na 4ª fase, que é quando se transforma em um Open Finance, permitindo o compartilhamento de dados de outros serviços financeiros, como operações de câmbio, investimentos e seguros. “A partir deste momento, o novo sistema vai possibilitar que haja maior fluidez, em especial para as empresas. Hoje, o onboarding de PJ’s no sistema financeiro é um processo muito demorado e complexo e o Open Banking vai acelerar bastante esta adesão”.

Assista a live completa:

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