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Live: Os desafios do novo registro de recebíveis

O novo registro de recebíveis de cartões já está batendo na porta. A partir do dia 07 de junho, credenciadoras e subcredenciadoras precisão enviar diariamente as agendas de recebíveis às registradoras, e estabelecimentos comerciais poderão negociar seus recebíveis com quaisquer instituições, sejam elas financeiras ou não financeiras. Mas colocar tudo isso para funcionar não foi fácil.

Especialistas debatem sobre o novo registro de recebíveis em live promovida pela RTM.Para debater os efeitos das normativas 3.952 do Bacen e 4.734 do CMN no mercado e as dificuldades na adaptação tecnológica, a RTM realizou a live “Os desafios do novo registro de recebíveis”. Participaram da transmissão Rafael Pedrao Dal Mas, Head de Produtos da CIP, Sanderson Invernizzi, PMO da Edenred, Ronaldo Moura, gerente Comercial da RTM, e Mayara Mota, consultora comercial da RTM, como moderadora do papo.

Uma das consequências desta abertura na negociação de recebíveis é o aumento da competitividade no mercado, resultando em taxas mais baixas na concessão de crédito. Mas para Dal Mas, um dos maiores ganhos para os lojistas será a possibilidade de fatiar o seu recebível em mais de uma instituição. “O cliente precisa utilizar 100% do recebível para solicitar qualquer empréstimo hoje. Essa normativa traz flexibilidade para que ele possa usar a quantia exata que o banco exigir para garantia de crédito. Foi uma mudança radical”, disse Dal Mas.

Invernizzi trouxe o ponto de vista das credenciadoras e dimensionou o impacto que as medidas devem ter nos próximos meses. “A gente precisou se reinventar. É importante ter uma estratégia bem definida, pois o registro deve abrir novos nichos de negócios. No nosso caso, queremos agregar valor para o estabelecimento não ter interesse em negociar com outros”. Ele também destacou a dificuldade na adaptação tecnológica para interoperabilidade com as registradoras. “Estamos falando de sistemas legados, que são muito antigos. Fazer toda essa adaptação dentro de casa foi o mais difícil, pois inicialmente não tínhamos a rotina solicitada pela registradora para entrar. É como estar em um avião durante um voo e precisar trocar a asa no ar”, comentou.

Já Moura ressaltou que o maior impacto deve ser sentido pelas subscredenciadoras. “Elas vão precisar proteger seus clientes do assédio de outras empresas. Para outros participantes, o registro representa novas oportunidades de negócio. As fintechs, por exemplo, vão ter condições de oferecer taxas mais agressivas e soluções inovadoras”. Ao mesmo tempo, ele acredita que, mais do que taxas menores, as empresas precisarão ter uma estratégia comercial forte para entrar nos estabelecimentos. “Nem todo mundo vai ter conhecimento dessas possibilidades de início. O lojista já vai ter contato com uma sub e o primeiro contato dele vai ser com ela. As empresas precisarão realizar um trabalho ativo para buscar novos clientes”, afirmou.

Por fim, Dal Mas também respondeu perguntas da plateia sobre a segurança do novo registro de recebíveis. “Quando se tem tudo registrado em uma espécie de cartório, você consegue ter mais segurança, além de conseguir reduzir a fuga de garantia. Com tudo conectado, os recebíveis estarão visíveis nas registradoras”. Mas ressaltou que é necessário um consentimento para isso. “O acesso à agenda é feito através de um opt-in. O cliente procura a instituição ou vice-versa e ele autoriza que suas informações trafeguem pela registradora”, afirmou.

Assista a live completa:

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