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RTM oferece videoconferência do Banco Central com mercado - 16/05/2013

 

Desde o início de abril, a RTM passou a oferecer o sistema de videoconferência, anteriormente restrito ao departamento de Mercado Aberto do Banco Central, para a área de Fiscalização da Autoridade. Com isso, é possível agendar encontros com qualquer participante do mercado que esteja conectado à extranet financeira da RTM, que hoje reúne mais de 500 usuários entre bancos, corretoras, distribuidoras, assets, entre outras instituições.

A iniciativa tem por objetivo reduzir custos e otimizar o tempo destinado a reuniões com o mercado. "Constantemente, profissionais se deslocam para participar de compromissos em Brasília, na sede do Banco Central. A possibilidade de realizar esses encontros por videoconferência diminui gastos com passagem, hospedagem e recursos, mas, principalmente, acelera o processo de tomada de decisões", diz o diretor da ANBIMA Saša Markus. Ele acredita que o novo serviço permitirá que as reuniões aconteçam com maior frequência, já que será mais fácil agendá-las.

De acordo com Markus, a solução está em linha com o programa "Otimiza BC", lançado pela autarquia no mês de fevereiro com o intuito de reduzir os custos de observância e operacionais do SFN - Sistema Financeiro Nacional. Além disso, responde a uma das pautas do Comitê de Mercado, que estuda formas de racionalizar custos para corretoras e distribuidoras. "A implementação das videoconferências atende às entidades de mercado e ao próprio Banco Central, que está em busca de alternativas para redução de gastos administrativos, operacionais e de processo", explica o diretor. A videoconferência pode ser realizada pelas instituições que possuem o serviço de extranet financeira da RTM. Podem se conectar ao Banco Central até 20 participantes simultâneos.

O presidente da RTM e vice-presidente da ANBIMA, Carlos Massaru, lembra que as videoconferências com o Banco Central já aconteciam antes, mas apenas entre as instituições dealers, isto é, aquelas credenciadas pelo Tesouro Nacional e pela autarquia para negociar títulos públicos. "Estamos expandindo um serviço que já se mostrou bem sucedido e eficiente, ao mesmo tempo em que criamos condições de redução de custos, o que é benéfico para todo mercado", afirma Massaru.