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Sustentabilidade e mundo virtual são destaques da Web Summit 2021

A Web Summit, maior conferência de tecnologia e inovação do mundo, voltou a ser presencial reunindo cerca de 40 mil pessoas nos dias 01 a 04 de novembro, em Lisboa, ainda com lotação reduzida e seguindo protocolos de segurança e distanciamento social. Esta edição trouxe executivos do mundo todo para debaterem a retomada econômica no pós-pandemia e as tendências em tecnologia deste novo cenário.

O CEO da RTM, André Mello, e a diretora Comercial e de Produtos, Adriane Rêgo, acompanharam as discussões sobre o futuro dos negócios no evento.

Um importante tema abordado foi a preocupação com a segurança dos dados pessoais. Na apresentação de Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, ela destacou a importância em fazermos uma reflexão sobre a transparência e o controle de informações nas redes sociais.

Na palestra de Sir Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web (WWW) e CTO da Inrupt, e de John Bruce, CEO da Inrupt, eles reforçaram que a internet foi criada pensando na colaboração entre pessoas à distância, mas que a questão da proteção dos dados não foi considerada como deveria e, por isso, não houve a implementação das ferramentas necessárias. Já Craig Federighi, vice-presidente sênior de engenharia de software da Apple, fez uma apresentação focada em privacidade e segurança, ressaltando decisões da empresa – como não permitir sideloading de apps em seus dispositivos – para evitar aberturas a ataques direcionados ao sistema.

Também dentre os destaques está a palestra de Nicolas Julia, CEO da Sorare, startup francesa de games que vem se dedicando à produção de NFT (Not Fungible Token ou tokens não-fungíveis), criptoativos colecionáveis que funcionam como um certificado digital, garantindo a titularidade do proprietário e seu poder de revenda. Os NFTs da Sorare têm foco no setor esportivo e permitem que as pessoas comprem jogadores de futebol da vida real e montem seus times no mundo virtual.

“NFT será a tecnologia líder em tudo o que tem valor na internet, seja valor financeiro, seja valor pessoal”, disse Nicolas Julia. A tecnologia baseada em blockchain é uma nova forma de manter a prática de colecionar, só que no digital, mas suas possibilidades de negócios são infinitas.

Ainda sobre mundo virtual, Jessica Spence, presidente de marcas da Beam Suntory, empresa multinacional de bebidas alcoólicas, ressaltou a chegada do metaverso – universo virtual onde será possível interagir por meio de avatares digitais. “O metaverso será um ambiente incrivelmente competitivo e repleto de possibilidades”, disse. Ela ressalta que a tecnologia será uma grande transformação para o marketing das empresas.

Chris Cox, chefe da área de privacidade do Meta, empresa de Mark Zuckerberg, apresentou um protótipo do aplicativo Horizon Workrooms, que pretende dar uma opção mais “realista” às reuniões de videoconferência utilizando avatares para as pessoas, representando como seria uma iniciativa do metaverso. “No Horizon, você consegue ver a linguagem corporal das pessoas […], usar as suas mãos e mudar a sua atenção de indivíduo para indivíduo — tudo baseado em sua postura”. “O Metaverso é algo que falamos sobre desde os anos 90 e leitores de ficção científica entendem. É tornar a internet menos plana”, explicou Cox.

Mas um dos assuntos mais discutidos no evento foi sustentabilidade e a responsabilidade das empresas com a redução da emissão de carbono. Jane Wakely, CMO da Mars, uma das maiores corporações privadas dos Estados Unidos, acredita que o crescimento sustentável é uma das estratégias mais importantes para o próximo ano. “É preciso colocar as necessidades dos consumidores e stakeholders em primeiro lugar. Precisamos reinventar os negócios e torná-los mais sustentáveis. Estamos vivendo uma crise climática e só será possível resolvê-la unindo esforços”.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, fez um grande discurso sobre como é preciso ir além das promessas. “Não vamos resolver o problema climático mundial sem fazer nada. Vamos resolver pagando as pessoas para fazer algo e esse algo é, realmente, remover o carbono que está no ambiente, o que inclui plantar árvores e, principalmente, remover o carbono com base em tecnologia”. Para isso, é preciso focar nos 4 Rs: Record, Report, Reduce, Remove (registrar, reportar, reduzir e remover) e contabilizar a emissão de carbono, além de buscar novas tecnologias que ajudem a amenizar este problema.

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