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Como a realidade aumentada está transformando o setor financeiro

Como a realidade aumentada está transformando o setor financeiro

A realidade aumentada (AR) ganhou vida e impulso no setor de entretenimento, como jogos e cinema. Mas agora a mesma tecnologia utilizada para produzir efeitos visuais que encantam jogadores e espectadores vem, dada a ampliação de sua qualidade, atravessando seu setor de origem para chegar a outros segmentos, como saúde, marketing, varejo e também o financeiro. 

De fato, a união do físico com o digital, ou phygital, nunca fez tanto sentido. A pandemia forçou boa parte das instituições financeiras a pensar em soluções mais avançadas – o que inclui a realidade aumentada e outras tecnologias como inteligência artificial – para dar continuidade a seus negócios, fazer demonstrações e até treinamentos.

Isso tudo com a aprovação do consumidor. Os dados da Nielsen mostram que mais da metade (51%) dos consumidores globais estão dispostos a experimentar AR/VR para avaliar produtos e serviços. No melhor estilo “se você não vai até o banco, o banco vai até você”.

Isso tem agido como um catalisador para as soluções de vários fornecedores da tecnologia, que esperam gerar um aumento de demanda. Aliás, os resultados dessa procura já aparecem, embora ainda estejamos apenas começando a explorar essa tecnologia no mercado financeiro. De acordo com o IDC, a projeção da taxa de crescimento do mercado de realidade aumentada e de realidade virtual para os próximos cinco anos está acima de 75%, batendo US$ 120 bilhões até 2022.

Mas onde e como a realidade aumentada já está sendo utilizada? Como ela pode vir a ser usada dentro dos serviços financeiros? É o que veremos neste post.

Leia também: Tecnologia no mercado financeiro: como alcançar a maturidade digital no setor? 

Conheça o Data Center RTM. Atendimento especializado em regime 24x7A experiência da realidade aumentada: um novo paradigma?

Com a realidade aumentada, temos um incremento virtual criado tecnologicamente sobre o mundo físico – via interação de uma câmera de smartphone, por exemplo -, o que inclui desde itens como filtros de redes sociais e QR codes até objetos aplicados em ambientes.

Por isso, o primeiro ponto ressaltado na tecnologia tem a ver com a experiência imersiva, proporcionada pelo seu alto poder de visualização. De fato, ela integra a informação – antes só imaginada, inacessível ou difícil de apreender – ao nosso ambiente físico, transformando nosso entorno e criando a imersão.

Isso está relacionado a um segundo ponto da experiência com a realidade aumentada: ela funciona muito bem quando queremos aliar visualização ao storytelling, seja com fins de aprendizado, trabalho ou entretenimento. Assim, ela se torna, mais do que interativa, significativa, trazendo o que está longe para perto, dando tangibilidade ao que só pode ser imaginado e, em suma, enriquecendo o escopo de nossa experiência.

Por que as instituições financeiras precisam de realidade aumentada?

Na esteira de várias tendências do mercado financeiro, as instituições têm trilhado sua transformação digital há algum tempo. No entanto, algumas experiências, sobretudo as que requerem a interação com pessoas, ainda ficam à margem disso.

Dentro do atendimento ao cliente, por exemplo, a realidade aumentada pode ser usada para operações como pagamentos, mas também para que clientes interajam com suas finanças, com atendentes ou ainda com conteúdo educativo – que costuma ser desinteressante, como regulações e políticas – de maneira visual, tátil e compreensível. 

A isso pode estar aliada a apresentação de serviços e de campanhas com uma nova cara e apelo, bem mais atraente que a dos folders, por exemplo.

Para a própria equipe da instituição, pode ser a tecnologia por trás de plataformas de visualização de dados, sistemas de segurança, execução de treinamentos, recrutamento, simulação de layout e uso de espaços físicos e até de visualização de problemas em equipamentos como caixas eletrônicos.

A tecnologia da realidade aumentada terá a ver com a criação de experiências self-service, user-friendly e seamless no universo contactless e virtual, ou seja, com a geração de conveniência e humanização num mundo sem papel e cujas relações se dão à distância, sem a ida até as agências. 

No longo prazo, a aplicação da realidade aumentada também estará associada à redução de custos com infraestrutura e equipamentos, aliada a um alto nível em qualidade de atendimento.

Leia também: Conheças novas aplicações da tecnologia Blockchain

Riscos da realidade aumentada

Para além das oportunidades, é preciso considerar as ameaças. Embora não pareça, há alguns riscos associados a produtos em realidade aumentada:

  • Privacidade e segurança de dados, já que a tecnologia coleta valiosas informações pessoais e biométricas, como expressões, voz e retina, mas também comportamento, o que gera problemas como o armazenamento de dados sensíveis
  • Segurança física, também causada pela alto grau de imersão da experiência;  
  • Saúde mental, dada a dissolução das barreiras que distinguem a experiência real da virtual.

Realidade aumentada: uma realidade crescente

A ampla adoção de realidade aumentada pelas instituições financeiras é um passo que está sendo dado. A consolidação desse movimento terá a ver com a maturidade digital do mercado em geral, já que é pouco provável que o setor financeiro puxe essa mudança com pioneirismo, ainda que ela seja necessária para ele se manter relevante para os clientes. Para ficar por dentro das tendências e inovações tecnológicas do mercado, continue acompanhando nossas publicações!

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