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A evolução do mercado de meios de pagamento brasileiro
PorRTM
Uma parte de um cartão de crédito aparece em cima de um teclado. No canto superior está escrito "Conheças as tendências que vão acelerar esta evolução".

Com o aumento das possibilidades de fazer o dinheiro circular para além do físico, limitações como horário ou lugar deixaram de ser problema. Em poucos anos, o mercado de meios de pagamento avançou a passos largos em direção à desmaterialização do dinheiro.

E mais do que uma evolução esperada, tivemos um elemento catalisador: a indústria de pagamentos foi sensivelmente afetada pela pandemia, que acelerou o movimento do dinheiro para os pagamentos digitais.

Cartões de crédito, mobile banking e PIX são marcos que ajudam a compor os caminhos dessa evolução. Os avanços nos meios de pagamento criaram um ecossistema complexo em torno de si, que inclui aplicativos e sites, sistemas de segurança da informação e antifraude, produtos com tecnologias emergentes e por aí vai.

Segundo a Accenture, a modernização dos meios de pagamentos é uma oportunidade mundial de US$ 300 bilhões, cuja previsão é abocanhar 2,7 trilhões de transações hoje feitas em dinheiro até 2030. No Brasil, segundo dados do Distrito, as startups do setor de meios de pagamento captaram US$ 251 milhões em 2020, um aumento de 2.612% em relação a 2019.

Para as instituições financeiras, tanto espaço significa uma coisa: oportunidade de acelerar o passo dessa evolução para a verdadeira disrupção. Mas para sabermos para onde vamos, é preciso analisar os principais atores dessas mudanças e quais tendências podem ser exploradas. É o que faremos neste artigo, acompanhe.

Consumidor, regulador e tecnologia como fatores-chave na evolução dos meios de pagamento

Os órgãos reguladores e o desenvolvimento da tecnologia influenciaram e têm influenciado os meios pelos quais viabilizamos nossos negócios. 

Hoje, há diversas opções de meios de pagamento que fogem das cédulas: 

 

  • Cartões de crédito e débito;
  • Leitura de código QR;
  • Transferência eletrônica convencional (DOC e TED); 
  • Vários tipos de carteiras digitais; near field communication; pagamento instantâneo (PIX); Pagamento por biometria
  • Pagamento in-app; 

 

Portanto, não foi por um simples acaso que a nota de R$ 200, lançada em 2020, ficou encalhada. 

Hoje, existe um consenso sobre a necessidade de continuar a acelerar a evolução dos meios de pagamento. A pandemia, obviamente, deu tração a alternativas digitais que talvez ainda demorassem para ganhar popularidade. 

Mas há um elemento que jamais deve ser desconsiderado: o consumidor. Embora dinheiro seja dinheiro, físico ou digital, existe um ponto que subjaz à transação com valores. Além dos meios de pagamento serem, em regra, o primeiro ponto de contato das pessoas com o sistema financeiro, todo mundo espera e até exige resolver suas negociações de maneira fácil, rápida e segura, numa experiência de pagamento sem fricção. Dado esse protagonismo dos usuários, os meios de pagamento estão sempre em alta.

Se a economia e o desejo do consumidor é digital e as transações financeiras também , por outro lado, não dá para negar que muitas das evoluções nos meios de pagamento citadas vieram para responder a mudanças regulatórias, como o PIX. É preciso fazer mais agora em direção à disrupção, mas como?

Tendências de mercado que vão acelerar a evolução dos meios de pagamento 

Agora, as instituições financeiras vão precisar conectar essas soluções isoladas em uma arquitetura de pagamentos que vá além da mera conformidade com o regulador, em direção à criação de um ecossistema de meios de pagamento cada vez mais barato, fácil e focado nos consumidores.

Para as instituições financeiras, isso significa a existência de um espaço aberto para uma robusta estratégia de transformação de pagamentos. Saiba agora quais as tendências propiciam a organização desse espaço. 

Inclusão bancária

O Brasil, assim como a América Latina, é caracterizado por uma significativa desbancarização, mesmo que o auxílio emergencial e outros fatores tenham alterado um pouco esse cenário. 

Desse modo, o primeiro ponto é diminuir a resistência do brasileiro aos novos meios de pagamento. Segundo dados do Instituto Locomotiva, 71% dos brasileiros ainda usam o dinheiro como o principal meio de pagamento e 30% da população recebe o salário em espécie. O desafio de inclusão se torna ainda maior quando é observado que o uso do dinheiro é mais comum entre pessoas menos escolarizadas, fora do mercado de trabalho e mais pobres.

Contudo, se os meios de pagamento ainda são a porta de entrada das pessoas à bancarização, o potencial de evolução reside precisamente onde há pouca penetração de soluções digitais.

Banco aberto

O mercado de meios de pagamento já é aberto, com vários players. Mas o open banking será outro catalisador para a evolução dos meios de pagamento, com sua radicalização em open finance e, no limite, em verdadeiros hubs mundiais de pagamento, todas essas evoluções viabilizadas com base em dados – ativo de que ainda não se dispõe, sobretudo fintechs.

Há uma agenda em curso de facilitação de modelos de negócio inovadores, seja por fintechs ou até bigtechs. O desafio para o regulador é determinar como essa facilitação será benéfica para o consumidor e como a segurança no trânsito de dados sigilosos será endereçada.

Foco em infraestrutura 

Por fim, outra tendência para continuidade da evolução dos meios de pagamento é garantir, em termos de infraestrutura, a disponibilidade, a velocidade e a capacidade de fluxo de dados dos meios de pagamento. 

Leia mais: Conheça o ambiente completo da RTM para hospedagem do PIX

Nesse ponto, tecnologias como a cloud e a edge computing, bem como o 5G e APIs, capazes de reduzir a latência e a velocidade de tráfego sem perda de estabilidade e de capacidade, serão fundamentais para as instituições financeiras.

Aliás, elas serão condição de possibilidade de mais inovação, com a ampliação do uso de tecnologias baseadas em machine e deep learning, como reconhecimento facial e sistemas de recomendação, inteligência em prevenção a fraudes etc.

Todos os meios de pagamento possíveis

Quem tem o meio de pagamento, tem o cliente. Afinal, quem nunca desistiu de uma compra por não aceitar o meio de pagamento que você dispõe no momento? Por outro lado, em inúmeras situações, o tradicional ainda é bem quisto, como para dar uma gorjeta ou até poupar mais. Isso significa que haverá espaço para vários meios de pagamento coexistirem.

Para todos eles, a RTM oferece toda a infraestrutura necessária para que as empresas de meios de pagamento operem com segurança, agilidade, conformidade e o melhor da tecnologia de mercado. Conheça as nossas soluções!

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