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6 movimentos que impulsionaram mudanças no setor financeiro brasileiro em 2020

A imagem mostra uma pessoa segurando uma tela holográfica com uma nuvem e as palavras

2020 foi um ano em que não faltaram movimentos para impulsionar mudanças em geral – e no setor financeiro brasileiro foram muitas. Por um lado, as instituições estavam se movimentando para se adequar à variedade de inovações e regulações que viriam a vigorar neste ano. Por outro, e tal como todo o mundo, elas foram surpreendidas no meio desse caminho pela pandemia, que exigiu esforços não esperados, para os quais a maioria não estava preparada. 

Por tudo isso, é impensável encerrar 2020 sem um balanço de todos esses movimentos, que certamente vão deixar – já estão deixando, afinal – marcas profundas para o ano que vem e os próximos.

É o que faremos neste post, em que você encontrará uma retrospectiva de 2020 no setor financeiro tanto no que diz respeito às mudanças impulsionadas pela pandemia quanto às ações vinculadas às inovações que já eram aguardadas para esse ano. Confira!

As mudanças impulsionadas pela pandemia

Home office

O isolamento forçado pela pandemia do novo coronavírus foi também um grande experimento sobre trabalho remoto para as instituições financeiras, que perceberam ganhos consideráveis, sobretudo em economia, com a iniciativa, após estudos internos.

Por isso, a tendência é que, pelo menos para parte da equipe, um modelo de trabalho híbrido se mantenha no longo prazo. 

No entanto, embora não questionado pelos reguladores, o home office em instituições financeiras levanta questões como compliance e segurança, cuja governança se torna distribuída e bem mais complexa nesse modelo. 

Se antes comunicações ficavam restritas a escritórios e, neles, a telefones e torres, agora o uso de dispositivos pessoais e de outros tipos de plataformas, como para videoconferências, geram uma nova demanda por tecnologias de monitoramento e controle como serviços de voz.

Serviços digitais

Se o digital first já era uma tendência no setor financeiro, com a limitação do funcionamento presencial em agências, a busca por transações como transferências,pagamentos e serviços, como empréstimos e financiamentos, mas também por atendimento e suporte ao cliente no online teve um impulso decisivo.

Além de o número de desbancarizados ter caído durante os primeiros meses da pandemia, entre os mais pobres, a adesão aos serviços digitais cresceu 122%, de acordo com levantamento da Cinnecta, para muitos dos quais o primeiro contato com o sistema financeiro.

Com esse movimento, que deve surtir efeitos em produtos e plataformas, o mobile banking deve continuar a crescer, tanto em termos de usuários quanto de volume de transações. Os impactos serão sentidos no número de agências – que já vinha caindo – e na transformação das que permanecerem para um modelo phygital

6 movimentos que transformaram o setor financeiro brasileiro

A série de projetos do BC que visa a competitividade, educação, inclusão e transparência por meio da tecnologia e da inovação no sistema financeiro começou o ano de 2020 com uma agenda robusta de entregas. Apesar de a maioria delas estar estreitamente conectada, como veremos, algumas se concretizaram, outras foram adiadas.

  1. Pier

Em abril, tivemos o início das operações da plataforma Pier, no BC, na CVM e da Susep. Usando o blockchain, o sistema permite o compartilhamento e a integração de dados dos órgãos. Com a automatização e a digitalização, o processo de consulta a essas informações, que durava até 30 dias, agora é feito em questão de segundos.

  1. LGPD

Depois de ter passado por alguns adiamentos, nem a pandemia do novo coronavírus freou a entrada em vigor da LGPD, em setembro de 2020. Pelo contrário, talvez a tenha impulsionado, dado o aumento do uso de dados ocasionado pela ida em massa ao digital, mas também a percepção de que a adequação será um novo motor de oportunidades, oriundas da consciência cada vez maior do consumidor sobre o uso – e o valor – das informações que proporcionam às organizações.

Faça o teste para saber se sua instituição está preparada para a LGPD

  1. Ecossistema de pagamentos instantâneos

Outro movimento que impulsionou mudanças no setor financeiro brasileiro foi o lançamento do PIX, em novembro, garantindo a criação de novas opções para a realização de transações, a interoperabilidade dos sistemas e, assim, seu funcionamento ininterrupto. 

Os efeitos esperados para o consumidor são acessibilidade e democratização de serviços financeiros e mais competitividade no sistema, que, por sua vez, vão gerar aumento de eficiência e custos menores para serviços. 

Leia sobre os impactos do PIX no setor financeiro.

  1. Open banking

O open banking começou 2020 em consulta pública e esperávamos que terminaria o ano na sua primeira fase de implantação. No entanto, não foi o que aconteceu. 

A plataforma que vai garantir a abertura dos dados por meio da integração padronizada das instituições financeiras, após um adiamento sem concordância unânime (fintechs queriam a manutenção do cronograma), tem seu início previsto para fevereiro de 2021.

A expectativa pelo projeto que detém a maior prioridade para o Bacen é grande, pois terá papel fundamental na realização da agenda de inovação da autarquia, que busca a instituição de uma open finance.

  1. Mudanças nas operações com recebíveis

Também adiadas duas vezes, a resolução nº 4.734 e a circular nº 3.952 do Banco Central, que versam sobre as operações com recebíveis, devem entrar em vigor em 17 de fevereiro de 2021.  

Em fase de operacionalização, com tarefas como a criação do ambiente de registro dos recebíveis e sua portabilidade entre as registradoras, as novas exigências vão aumentar a quantidade de possíveis agentes interessados na obtenção desses ativos como garantia de crédito mais barato e de outros serviços para seus portadores.

Confira o artigo sobre as mudanças e expectativas com a entrada em vigor das registradoras. 

  1. Sandbox regulatório

O espaço controlado que garante, a instituições autorizadas pelo Bacen, condições regulatórias diferenciadas durante o período de experiências e testes de inovações financeiras também saiu este ano.

O sandbox regulatório é uma medida fundamental para a criação de novos produtos e modelos de negócios dentro do ecossistema de pagamentos instantâneos e do open banking, por exemplo.

No entanto, o primeiro ciclo de testes acompanhados pelo Bacen está previsto para 2021.

Assista a live sobre sandbox com especialistas de instituições e organizações do setor financeiro. 

Apesar do lockdown, vários movimentos impulsionam o setor

Como podemos ver, apesar da pandemia ter sido o principal movimento que impulsionou mudanças em 2020, a agenda de entregas previstas no setor financeiro caminhou mais ou menos dentro do esperado.

Para o começo de 2021, estaremos atentos aos movimentos do open banking e das novas possibilidades de operações com recebíveis, por um lado, mas também com os possíveis efeitos duradouros das mudanças causadas pela pandemia.

E o seu 2020? Como a pandemia e as inovações do mercado financeiro impulsionam mudanças? 

Continue lendo o nosso blog para acompanhar as tendências e movimentações do setor financeiro brasileiro! 

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